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Você sabe a diferença entre perigo e risco de trabalho?

19/02/2018 - Segurança do Trabalho - por Volk do Brasil

Perigo de trabalho e risco de trabalho são dois conceitos presentes na vida de um técnico de segurança, principalmente, os que atuam no setor industrial. Contudo, eles ainda geram confusão entre os profissionais. Afinal, como determinar corretamente uma situação dentro da empresa?

É comum ter dúvidas na hora de identificar quais casos são de risco ou de perigo. Para ajudá-lo a diferenciar os termos e desenvolver um ambiente mais seguro na sua empresa, preparamos este artigo, confira:

O que é perigo de trabalho?

Existem várias definições para perigo de trabalho. A mais simples e objetiva é: perigo é tudo aquilo que tem potencial de causar uma perda ou fatalidade.

Sendo assim, qualquer situação pode apresentar um perigo. Por exemplo, dirigir sem carteira de motorista, um piso escorregadio, uma tempestade, uma área energizada, um produto químico. O conceito é bastante subjetivo, por isso, é fácil confundi-lo.

E dentro de uma empresa, o que pode ser um perigo? Imagine uma empilhadeira, equipamento utilizado para movimentar paletes e transportar cargas. Ela ligada e sendo conduzida por um operador não habilitado é um perigo para empresa, pois, pode causar um acidente.

O que é risco de trabalho?

A definição de risco de trabalho é a probabilidade de algo acontecer em determinado evento ou local potencialmente perigoso, gerando consequências aos envolvidos. Ou seja, é quando a pessoa é exposta ao perigo. O risco ainda pode ser aferido tanto qualitativamente, quanto quantitativamente.

Retomando os exemplos citados, no caso de um piso escorregadio, o risco dessa condição é de queda e ferimentos. Já se uma pessoa dirige sem carteira de motorista, o risco é atropelar alguém ou bater em outro veículo. Ao sair em uma tempestade, o indivíduo corre o risco de ser atingido por um raio.

Lembra da empilhadeira dentro da indústria? O risco dela ser dirigida por um funcionário inexperiente ou sem habilitação é causar danos materiais, ao bater em uma pilastra, por exemplo. Dessa forma, podemos afirmar que o risco só acontece após o indivíduo ser apresentado ao perigo.

Por que é importante entender a diferença entre risco e perigo?

Simples! Como o risco pode ser previsto, minimizado e até eliminado dentro da empresa, saber o seu conceito faz toda diferença para a atividade de um técnico de segurança. Sabendo identificar uma situação de perigo, ele consegue avaliar quais riscos podem ser causados e tomar medidas para evitá-los.

Além disso, ele consegue classificar com precisão nos relatórios qual o acontecimento ocorrido, que podem ser um:

  • incidente: evento não planejado que não resultou em lesão, doença ou dano, mas tinha o potencial de fazê-lo. Pode ser denominado de "quase acidente".

  • acidente: o que é casual, fortuito, imprevisto;

Registrando esses dados, o técnico em segurança do trabalho pode estabelecer medidas proativas e melhorar a rotina laboral dos empregados.

Como a empresa pode ter um ambiente com mais segurança para a sua equipe?

Colocar em prática todos os conceitos e implementar uma política mais segura é possível aplicando metodologias. As mais usadas no setor industrial são: a Análise Preliminar de Risco (APR), o Diálogo Diário de Segurança (DDS) e o Estudo de Perigo e Operabilidade ou Hazard and Operability Studies (Hazop). Abaixo, explicamos cada uma delas:

Análise Preliminar de Risco

A APR é uma norma obrigatória com o objetivo de:

  • descrever e caracterizar os riscos;

  • controlar e prevenir;

  • parametrizar falhas humanas em situações cotidianas, emergenciais e de manutenção.

Embora tenha o mesmo princípio para qualquer empresa, cada uma utilizará a análise conforme as suas necessidades. Por exemplo, a matriz de risco é diferente para uma indústria que usa equipamentos de solda e outra que trabalha com empilhadeiras.

Diálogo Diário de Segurança

Realizado todos os dias antes do início das atividades laborais, tem o intuito de despertar nos trabalhadores a importância de realizar uma atividade segura. Geralmente, a reunião dura entre 5 e 15 minutos.

Hazop

Essa metodologia deve ser aplicada pelo grupo do SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho) e pode ser feita em seis partes:

  1. identificação das causas de risco e perigo, determinando cada uma delas;

  2. verificação das consequências dessas situações;

  3. realização de um levantamento do histórico de casos semelhantes

  4. definição de medidas para evitar que os eventos ocorram;

  5. criação de recomendações claras e objetivas para a redução do risco;

  6. elaboração de relatório para concluir o processo..

Todas as metodologias são complementares entre si e precisam ser aplicadas se a sua empresa quiser operar com segurança. Além disso, é necessário consultar a NR 4, Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que estabelece critérios para organização do SESMT, caso a empresa seja de grande porte.

Para empresas menores, é importante seguir a NR 5 ou Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), que também é uma Norma Regulamentadora definida pelo MTE para prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho.

Uso de EPIs: qual a sua relação em situações de perigo e risco?

Além de seguir as normas regulamentadoras citadas anteriormente, o técnico de segurança do trabalho precisa estar atento à NR 6. Ela determina e especifica o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs) em situações de risco.

Os EPIs têm como função principal proteger os colaboradores durante as atividades industriais que podem causar algum dano. Para cada tipo de trabalho, existe a recomendação de um item de segurança.

Em caso de trabalho em altura, por exemplo, o cinto e capacete são equipamentos necessários. Eles ajudam a evitar quedas e no amortecimento do impacto, caso ocorra algum acidente.

A vestimenta adequada, por exemplo, é um EPI voltado para qualquer tipo de situação de risco. Imagine quem trabalha no açougue e precisa entrar em câmeras frias. Estar vestido com a roupa adequada protege contra a temperatura, dando conforto térmico ao colaborador.

As luvas são mais um EPI importante em situações de risco. Ainda mais em atividades nas quais o trabalhador tem contato com agentes mecânicos, biológicos e químicos. Elas ajudam a minimizar abrasão, corte, rasgamento e perfuração nos membros superiores. Além disso, as luvas podem ajudar a amortecer o impacto das mãos em tarefas com muitas vibrações, como operar uma britadeira.

Viu como saber a diferença entre perigo de trabalho e risco de trabalho pode determinar um ambiente mais seguro para a sua indústria?

Fonte: http://blog.volkdobrasil.com.br/noticias/voce-sabe-a-diferenca-entre-perigo-e-risco-de-trabalho

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Sobre o autor: Volk do Brasilhttp://volkdobrasil.com.br Fundada há mais de 50 anos, o grupo de companhias Volk produz, comercializa e distribui equipamentos de proteção individual (EPI), com um foco estratégico na proteção das mãos e produtos para segurança e proteção alimentar.
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O que é CA?

O CA - Certificado de Aprovação - é um documento emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego que tem por finalidade avaliar e manter um padrão nos equipamento de proteção.

A NR6 - que regulariza os equipamentos de proteção individual - exige que todo equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser posto à venda ou utilizado com a marcação do CA.

Para se obter um CA, o fabricante ou importador, deve enviar uma amostra do equipamento para um laboratório autorizado, o laboratório faz testes com esse equipamento e emite um laudo com as características do produto. Esse laudo é enviado ao MTE para emissão do CA que garantirá o padrão dos equipamentos que devem obedecer as especificações presentes no laudo.

Como funciona o Portal ConsultaCA.com? Assista nosso vídeo!