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Luvas de couro resistentes a cortes: como escolher o que é melhor para o seu time

26/10/2021 - EPI - por Zanel

Luvas de couro resistentes a cortes: como escolher o que é melhor para o seu time

Todos os dias, utilizamos nossas mãos para realizarmos diversos tipos de ações no trabalho como manusear equipamentos, cortar peças, realizar manutenção, carregar algum peso e muitas outras atividades.

Por ser uma ferramenta de trabalho, as mãos estão expostas a diversos tipos de riscos e são uma das partes mais atingidas em acidentes de trabalho. Por isso, usar EPIs como luvas de vaqueta ou outras luvas de couro, são fundamentais para garantir proteção contra queimaduras, cortes e outras lesões.

Com tanta opção no mercado, pode ser difícil para você escolher qual dos modelos oferecidos é o melhor para a sua equipe. 

Para te ajudar nessa missão de selecionar a opção certa para a sua empresa ou equipe, separamos aqui algumas preciosas dicas!

Levantamento dos riscos

As luvas de couro tradicionais oferecem uma boa proteção contra as lesões mais comuns como cortes e furos, mas em algumas ocupações podem ser necessário uma proteção adicional.

Por isso, é importante entender quais os riscos cada funcionário está sujeito de acordo com a sua função.

Conheça os tipos de couro utilizados para fazer luvas de proteção

Atualmente, existem 4 tipos de couro que costumam ser usados ??para fazer as luvas de trabalho. São eles:

  • Couro bovino: é o tipo mais comum de ser usado. Possui boa proteção contra abrasão e cortes. Por ser um couro mais tradicional, isso torna o seu preço mais acessível.
  • Pele de veado: as luvas feitas a partir desse couro possuem mais flexibilidade e durabilidade do que as feitas do couro bovino.
  • Pele de porco: luvas feitas com esse couro podem ser laváveis sem correr o risco de deformação ou ficarem rígidas. Elas também são mais “respiráveis” do que as luvas feitas de outros couros.
  • Pele de cabra: esse tipo de couro oferece mais flexibilidade e é mais maleável. Além disso, as luvas feitas deste material são à prova d’água e bem resistentes à abrasão.

 

Como é feita a luva?

Um ponto muito importante de ser avaliado é em relação a produção da luva. Nem todo couro é feito da mesma maneira e isso, impacta diretamente no seu nível de qualidade e proteção.

Para você entender melhor essa questão, vamos tomar como exemplo a luva de vaqueta e a de raspa de couro. Ambas são feitas de couro bovino, mas a de vaqueta é feita a partir da parte externa da pele no animal, já a de raspa é feita da parte interna que é separada a partir de um tratamento químico.

Níveis de resistência de corte

É importante ressaltar que não existe uma luva anti-corte. Existem luvas com diferentes níveis de resistência a corte, ou seja, algumas protegem de pequenos cortes como papel e materiais mais leves, outras já protegem contra cortes de lâminas etc.

Para entender a resistência de cada luva de couro, existe um padrão internacional (ANSI/ISEA) que define o peso que é preciso para cortar o material. Atualmente esse padrão está dividido em 9 níveis:

  • Nível A1 (riscos leves): Requer um mínimo de 200 g de peso para cortar o material. Ideal para manuseio de materiais como embalagens, montagem de peças pequenas com arestas, depósito, silvicultura e construção.
  • Nível A2 (riscos de corte leve a médio): Requer um mínimo de 500 g de peso para cortar o material. Ideal para manuseio em geral, montagem de pequenas peças com arestas, embalagem, silvicultura, construção, papel e celulose e montagem automotiva.
  • Nível A3 (riscos de corte leve a médio): Requer um mínimo de 1000 g de peso para cortar o material. Ideal para manuseio em geral, montagem de pequenas peças com arestas, embalagem, silvicultura, construção, papel e celulose e montagem automotiva.
  • Nível A4 (risco de corte médio): Requer um mínimo de 1500 g de peso para cortar o material. Ideal para ser usada em atividades que envolvam papel e celulose, montagem automotiva, fabricação de eletrodomésticos, manuseio de vidro leve, enlatamento, instalação elétrica ou de carpetes, fabricação de metais, indústria aeroespacial, preparação e processamento de alimentos e no armazém.
  • Nível A5 (risco de corte médio): Requer um mínimo de 2200 g de peso para cortar o material. Ideal para manuseio de papel e celulose, montagem automotiva, fabricação de eletrodomésticos, manuseio de vidro leve, enlatamento, instalação elétrica ou de carpetes, fabricação de metais, indústria aeroespacial, preparação e processamento de alimentos e no armazém.
  • Nível A6 (risco de corte alto): Requer um mínimo de 3000 g de peso para cortar o material. Ideal para atividades que envolvam corte de papel e celulose, montagem automotiva, fabricação de eletrodomésticos, manuseio de vidros leves, enlatamento, instalação elétrica e de outros materiais em geral, fabricação de metal, embalagem, indústria aeroespacial, preparação e processamento de alimentos e estamparia e metal reciclado.
  • Nível A7 (risco de corte muito alto): Requer um mínimo de 4000 g de peso para cortar o material. Ideal para atividades como reciclagem de metal, fabricação de papel e celulose, montagem automotiva, fabricação de eletrodomésticos, manuseio de vidro leve, enlatamento, instalação elétrica ou drywall, fabricação de metal, embalagens, indústria aeroespacial, preparação e processamento de alimentos e troca de lâminas de corte.
  • Nível A8 (risco de corte muito alto): Requer um mínimo de 5000 g de peso para cortar o material. Ideal para atividades como reciclagem de metal, fabricação de papel e celulose, montagem automotiva, fabricação de eletrodomésticos, manuseio de vidro leve, enlatamento, instalação elétrica ou drywall, fabricação de metal, embalagens, indústria aeroespacial, preparação e processamento de alimentos e troca de lâminas de corte.
  • Nível A9 (risco de corte muito alto): Requer um mínimo de 6000 g de peso para cortar material. Ideal para atividades como reciclagem de metal, fabricação de papel e celulose, montagem automotiva, fabricação de eletrodomésticos, manuseio de vidro leve, enlatamento, instalação elétrica ou drywall, fabricação de metal, embalagens, indústria aeroespacial, preparação e processamento de alimentos e troca de lâminas de corte.

É preciso proteção adicional?

Cada luva tem suas vantagens e limitações. Por isso, é importante entender qual é o risco de cada setor da empresa.

Em alguns casos, podem ser necessário uma proteção adicional para que a tarefa seja executada sem riscos. Para isso, existem as luvas de couro feitas com Kevlar.

Esse tipo de EPI apesar de ser mais caro, ele oferece maior resistência ao impacto, cortes e possuem forros térmicos.

Como você pôde ver, a escolha da luva de couro ideal envolve analisar diversos aspectos tanto da organização quanto do próprio EPI. Além disso, pode ser um verdadeiro desafio para todos os profissionais de segurança do trabalho, escolher um modelo de luva de couro que proteja o colaborador contra todos os riscos, ofereça a destreza que a função precisa e tenha um valor acessível.

Esperamos ter ajudado você a esclarecer suas dúvidas, porém, caso queira continuar esta conversa, deixe seu comentário, pois adoraremos continuar esta conversa!

Um grande abraço e até breve!

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Sobre o autor: Zanelhttps://zanel.com.br Fernando Zanelli | Zanel EPIs de Raspa e Vaqueta | Principiamos nossas atividades em 1998 no disputado mercado de EPIs de Raspa e Vaqueta. Com muito dinamismo, focamos nossos esforços para atender com eficiência e rapidez os mercados Distribuidor e Industrial em todo o território nacional. Prestamos serviços de qualidade superior, por isto, nossos produtos são encontrados em mais de 5.000 pontos de venda em todo território nacional.
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O que é CA?

O CA - Certificado de Aprovação - é um documento emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego que tem por finalidade avaliar e manter um padrão nos equipamento de proteção.

A NR6 - que regulariza os equipamentos de proteção individual - exige que todo equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser posto à venda ou utilizado com a marcação do CA.

Para se obter um CA, o fabricante ou importador, deve enviar uma amostra do equipamento para um laboratório autorizado, o laboratório faz testes com esse equipamento e emite um laudo com as características do produto. Esse laudo é enviado ao MTE para emissão do CA que garantirá o padrão dos equipamentos que devem obedecer as especificações presentes no laudo.

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