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Mascara PFF2, o que você precisa saber!

15/09/2021 - EPI - por Thiago Avelino

Entre os profissionais de Segurança do Trabalho, mas sobretudo entre os de Saúde, ainda é um paradigma conhecer com exatidão as características técnicas principais acerca dos respiradores descartáveis PFF2.
Com o agravamento da pandemia, o domínio da disciplina de proteção respiratória passou a ser uma obrigação para o profissional de SST e uma necessidade para a população em geral.

Nesse sentido, gostaríamos de trazer algumas informações de natureza geral sobre estes equipamentos de proteção individual, conhecidos popularmente como N95, máscara descartável, PFF2 ou peça facial filtrante, com o propósito de auxiliar nas tomadas de decisão, mas sobretudo como material para orientação com o propósito de evitar desinformação.

1 - Diferenças entre os modelos
É fundamental frisar que a título de proteção contra a dispersão do agente infeccioso, portanto a PFF2, a Máscara cirúrgica como também a máscara de tecido tem sua importância.
Cirúrgica - fabricada com materiais de não tecido e filtro para uso odontológico e médico-hospitalar, é uma barreira física descartável de uso único para proteção das vias de entrada do trato respiratório (boca e nariz) contra agentes contaminantes transmitidos por gotículas, mas não por aerossóis como espirros e tosses por exemplo.
Tecido - quase sempre produzido de forma artesanal, tem o propósito de ser uma barreira simples para proteção da via respiratória contra o agente contaminante, de forma a reduzir o risco de transmissão do coronavírus por gotículas durante a fala, tosses ou espirros.
PFF2 - A Peça Facial Filtrante, é projetada para proteção das vias respiratórias, fabricado com material específico que filtra micropartículas de agentes contaminantes suspensos no ar (aerossóis), com eficiência de filtragem mínima de 94%. É um produto desenvolvido para se obter a vedação na face. Sendo um EPI de uso profissional, é avaliado, testado e aprovado por laboratório acreditado para obtenção do Certificado de Aprovação – CA.

2 - Quebrando o Mito do N95
O respirador que se tornou famoso entre profissionais e popular principalmente durante a pandemia de COVID-19,  o N95, é de fato um EPI que pode proteger contra esta ou outras gripes, porém, esta sigla é oriunda dos respiradores para proteção respiratória em atmosferas hospitalares nos Estados Unidos da América bem como o KN95 na China, FFP2 na comunidade Europeia e PFF2 (Peça Facial Filtrante) no Brasil. Talvez você se pergunte qual deles utilizar, e a seguir vamos responder, porém, antecipamos que independente do nome que se dá a esse EPI, para uso profissional do mesmo somente com o CA - Certificado de Aprovação.

3 - Como escolher o melhor respirador
Partimos do princípio de que para a escolha de um respirador descartável de uso profissional, desde 15 de agosto de 1994, é exigido o PPR - Programa de Proteção Respiratória.
Este programa vai nortear as ações adequadas para proteção dos trabalhadores contra agentes contaminantes, intoxicantes e asfixiantes que vão desde a classificação destes agentes e sua concentração, até a adoção dos EPI’s pertinentes para proteção contra os mesmos.
De maneira objetiva, os mais comuns são:

Respiradores reutilizáveis: usados em atmosferas onde o nível de concentração de agentes contaminantes é elevado e onde os descartáveis não possuem capacidade técnica de neutralizar estes contaminantes. Geralmente são compostos com peças faciais inteiras cobrindo boca e nariz, podem ser desmontados e suas peças higienizadas e substituídas.

Respiradores descartáveis: embora sejam conhecidos assim, o termo correto para determinar o nome dos mesmos é PFF2 Peça Facial Filtrante e foi desenvolvido para proteção das vias respiratórias em locais onde haja baixa concentração de agentes contaminantes e que não são agressivos o suficiente para provocar danos imediatos à saúde do usuário.
Muito utilizado para atividades onde haja necessidade de proteção contra fumos metálicos, poeiras e névoas.

Respiradores autônomos:
Geralmente composto por 3 elementos principais: um cilindro de alta pressão, um regulador de pressão, e uma conexão para inalação ligados entre si através da traqueia (tubo flexível). Usado por equipes de resgate, bombeiros, trabalhos em espaço confinado, trabalhos em atmosferas IPVS (atmosfera Imediatamente Perigosa à Vida e a Saúde) e outros, para suprir uma demanda de ar respirável durante um período limitado.

4 - Qual o melhor EPI para COVID-19 ou gripes
O ponto de partida para determinar qual a melhor proteção contra o vírus citado acima, é avaliar o local que vai ser frequentado pelo usuário, pois em locais sem ventilação e com grande aglomeração de pessoas, as máscaras cirúrgicas e de tecido são ineficientes. neste caso, o único equipamento que realmente é capaz de oferecer a proteção necessária é a Máscara PFF2.
 

PENALIDADES
Você sabia que não ter o controle da periodicidade de troca do EPR (Equipamento de Proteção Respiratória) é extremamente crítico, pois coloca em risco imediato à saúde do Trabalhador?

Se quiser saber mais sobre como criar uma gestão eficiente para o controle de troca dos respiradores, conheça nosso sistema de gestão e registro de entrega de EPI.

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Sobre o autor: Thiago Avelino Co-Fundador & CEO da SafetyTec do Portal ConsultaCA, SafetyEAD e BuscaEPI, Profissional de Segurança do Trabalho com 15 anos de Know How. Iniciou sua carreira prestando serviços para empresas de Engenharia em projetos de construção de grande porte como em Refinarias de Petróleo, Papel e Celulose e Metalurgia. Criador de conteúdo digital de SST. Mediador de debates, atuou como Auditor Bureau Veritas e também Lecionou no Senai PR.
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O que é CA?

O CA - Certificado de Aprovação - é um documento emitido pelo Ministério do Trabalho e Emprego que tem por finalidade avaliar e manter um padrão nos equipamento de proteção.

A NR6 - que regulariza os equipamentos de proteção individual - exige que todo equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser posto à venda ou utilizado com a marcação do CA.

Para se obter um CA, o fabricante ou importador, deve enviar uma amostra do equipamento para um laboratório autorizado, o laboratório faz testes com esse equipamento e emite um laudo com as características do produto. Esse laudo é enviado ao MTE para emissão do CA que garantirá o padrão dos equipamentos que devem obedecer as especificações presentes no laudo.

Como funciona o Portal ConsultaCA.com? Assista nosso vídeo!